PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N°2.260/2011 - Concede Medalha e Diploma de Mérito Francisco Dias Velho ao Senhor Dauth Emmendörfer
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CONCEDE MEDALHA E DIPLOMA DE MÉRITO FRANCISCO DIAS VELHO AO SENHOR DAUTH EMMEDÖRFER.
27.02.2012 - Comissão de Educação, Cultura e Desporto
27.02.2012 - Ver. Erádio Gonçalves - Relator
Faço saber que a Câmara Municipal de Florianópolis aprovou, nos termos da Legislação em vigor, e eu, Vereador Jaime Tonello, Presidente, Promulgo o Seguinte Decreto Legislativo:
Art. 1° Fica concedida ao senhor “Dauth Emmendörfer”, a medalha do Mérito e Diploma Francisco Dias Velho.
Art. 2° Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em 22 de agosto de 2011.
JAIME TONELLO
Vereador – DEM
JUSTIFICATIVA
Dauth Emmendörfer é advogado, formado e pós graduado em Direito do Estado pela UFSC em especialização em Madri – Espanha. Foi membro do Instituto Cultural Brasil/Espanha e membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Ex-Alunos do Instituto Nacional de Administração Pública da Espanha – BRASINAP. Também cursou Administração de empresas (incompleto) na UFSC. Foi professor universitário de Direito Constitucional e Teoria Geral do Estado da Faculdade de Direito da UNIVALI. Funcionário de carreira concursado ocupou cargo de advogado no BESC e desde a criação do BADESC, prestou serviços nesta instituição, onde dentre outros encargos exerceu a chefia de gabinete da presidência. Relações Públicas. Chefe do Comitê de Licitação e assessor de Marketing, aposentando-se quando exercia o cargo de Chefe da Consultoria Jurídica. Nesse ínterim, motivado por um parecer de sua lavra, fez modificar uma Lei Federal que privilegiava militares no tempo da Revolução. Da mesma forma, viu publicado na capa do jornal do Brasil do Rio de Janeiro, sentença favorável em ação por ele impetrada sobre extravio de CDB. Foi Diretor Social da Associação dos Advogados Catarinenses – ADAC. Da mesma forma, fez parte da Comissão do Advogado/Empregado da OAB-SC.
Com registro familiar remontando a 1688, seus ascendentes alemãs chegaram a Santa Catarina em 15 de dezembro de 1860, (“para a alegria e felicidade dos catarinenses” do dizer de Cacau Menezes, em sua coluna de 2 de setembro de 1990) data da criação da Colônia Brusque pela família também fundada também, de Itajaí, o que rendeu uma Comenda à sua Família no ano próximo passado (setembro de2010), outorgada pela prefeitura daquele município alusiva aos 150 anos de sua fundação. Foi sócio fundador e membro do Conselho Fiscal do Instituto Teuto Catarinense de Cultura com sede em Florianópolis.
Itajaiense de nascimento (25/09/1946) foi presidente da /união dos Estudantes
Secundários de Itajaí - UESI em plena Revolução. Membro do Conselho Municipal d Turismo daquela cidade, com estágio na EMBRATUR e especialização na Faculdade de Economia de Santa Maria (RS). Foi também diretor Social da centenária Sociedade Guarany e da Ala Moça da mesma Sociedade. Tinha uma coluna no jornal A Nação dos Diários Associados, Com o nome de “Demen Informa”, acoplada à do Jornalista Sebastião Armando dos Reis.
Reside há quarenta anos na Capital, onde chegou para fazer medicina na UFSC. Apaixonado pela ilha, uma vez já antecipou sua saída de Paris para menos dez dias, possibilitando-o de chegar a tempo hábil a uma Festa do Divino em Santo Antônio de Lisboa, conforme registrado em entrevista concedida ao jornalista Aldírio Simões em 25/05/1998. Mas esse amor tem a sua origem e é genético, porquanto, com não menos sacrifício, sua bisavó materna Anna Barbi Bonnanomi, vinha de navio (Hoepke) de Itajaí à Florianópolis, para participar dos bailes do tradicional Clube Doze de Agosto, onde o mesmo foi Diretor Social e Membro do Conselho Deliberativo, num tempo de grande atuação deste Clube que contava com dois mil associados. Foi também o Vice Presidente de atividades sócio-culturais do Lagoa Iate Clube – LIC, também num tempo de grande atuação. Idem foi diretor na Sociedade Amigos da Lagoa –SAL.
Um dos maiores entusiastas do Sentimento Catarinense, citado inclusive pelo jornalista Ricardinho Machado em sua coluna de 10 de setembro de 2010, herdou de seu tio-avô Frei Ernesto (Carlos Tito Emmendörfer) o artífice do livro “Centenário de Blumenau, mencionado na obra “Catarinensismo” de Teobaldo da Costa Jamundá. Dentre algumas manifestações nesse sentido, uma delas citada no livro do Jornalista Moacir Pereira, “O Profeta da Esperança” fez tremular diariamente em seu democrático trapiche da sua casa na Fortaleza da Barra da Lagoa onde também é membro da Associação dos Amigos daquela aprazível localidade, a Bandeira do Estado de Santa Catarina e também a Bandeira do Município de Florianópolis. Registra, entretanto, que esse amor devotado a Santa Catarina e Florianópolis não significam hostilização ao forasteiro e sim, a valorização dos habitantes deste estado e deste município. Fato esse, inclusive, demonstrado quando participou das diretorias desses importantes clubes já citados, ajudando, destarte, a mudar uma filosofia comportamental habitual reinante na época, que era a contratação de atores e orquestras oriundas das grandes capitais brasileiras nos eventos dos referidos clubes, substituindo os mesmos por profissionais locais. Por outro lado, não aceita ameaças de invasões de culturas alienígenas. Tanto que em frente à sua casa, fixou placa que proclamava essa preocupação, sentenciando: “Querido visitante e migrante, respeite os costumes e as tradições locais”. Essa preocupação também era dirigida aos vizinhos castelhanos: “Querido Forasteiro, respete los costumbres e lãs tradiciones locales”. Aliás, a afixação dessas placas, para ele, deveria ser objeto de uma legislação impositiva.
Instrumenta autodidata inobstante ter freqüentado academias, entre elas a Escola de Música da EDESC, foi o Relações Públicas do Coral ali existente. Participou como compositor, de concursos de marchinhas carnavalescas da ilha. É vocalista, socialista, fundou junto com João Salvador Bonatelli, e é titular do grupo coral “Magnificat Vocale” fez parte integrante e gratuitamente do grupo “Cantar por Cantar” integrada por Cleide Barbi Amonn, Anita Hoepck da Silva e Helena Berreta. Obcecado por festas religiosas. Caritativas e populares leva seu canto freqüente e gratuitamente a esses eventos. Igualmente às comemorações sociais, divulgação e serenatas natalinas, tendo participado inclusive do programa “Circuito do Verão Pelas Praias da Ilha”, da Fundação Franklin Cascaes.
Foi também membro do conselho de Cultura de Florianópolis, na gestão Aldírio Simões.
Por indicação da OAB-SC fez parte da Comissão Administrativa prevista pela lei que versa sobre incentivo fiscal para realização de projetos culturais do município de Florianópolis. Da mesma forma, também por indicação da OAB-SC foi o representante dessa entidade junto ao COTESPHAN do IPUF, responsável pela preservação e vigilância do patrimônio histórico cultural de Florianópolis.
Por afinidade com a ilha, foi-lhe concedido o titulo de Senador do Senadinho do Calçadão da Felipe Schmitt. Praticante do voluntariado recebeu também o diploma de Amigo e Colaborador do Lar Recanto do Carinho.
Foi condecorado pela Polícia Militar de Santa Catarina com a medalha de Honra ao Mérito de Amigos da Polícia e Bombeiros Militares. Da mesma forma, foi o idealizador e é atualmente o Diretor Social do Instituto Sociedade dos Amigos da Polícia e Bombeiros de Santa Catarina – SOAPEM.
Membro da Irmandade Senhor Jesus dos Passos e do Hospital de Caridade, exerceu o cargo de Procurador Jurídico e membro titular do Conselho Deliberativo dessa entidade, por três gestões. É membro titular do Conselho Fiscal da Fundação Cultural Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade.
Foi um dos fundadores e é um dos integrantes da Associação Coro Lírico da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina – OSSCA.
Por oito gestões (não consecutivas)foi e é atual presidente do Coral Santa Cecília da Catedral Metropolitana de Florianópolis, “algo legitimamente Florianopolitano”, conforme observou o jornalista Carlos Damião em sua coluna datada de 22/11/2010.
Em registro: Numa das gestões que exerceu o cargo de Presidente do Coral da Catedral, recebeu em nome do mesmo, juntamente com Maria Zélia Rodrigues presidente interina, a Medalha de honra ao Mérito do Município de /Florianópolis e foi objeto de três Moções de Aplausos, também dirigidos ao referido coral.
Uma história hilária
Integrado ao espírito ilhéu, certa vez foi convidado para patrocinar troféus para campeonatos de futebol de vázea na ilha e sentindo-se magoado porque não lhe deram a atenção devida retirou suas taças, levando-as para casa e deixando os times sem os respectivos troféus. Tudo conforme história publicada pelo jornalista Moacir Benvenutti em jornal local e em livro de sua autoria “Chuva de Prata” e “Casos e Ocasos Raros da Ilha”.
Um depoimento
“Dauth Emmendörfer é tão ou mais ilhéus do que muitos nativos” (Ademir Arnon, Presidente da Associação Catarinense de Imprensa).
Um pouco de sua filosofia de vida
“Ninguém morre de overdose em receber ou oferecer carinho e gentilezas” (Dauth Emmendörfer).
“Não custa nada abanares e até mandares beijos para as pessoas que encontrares pelas entradas – mesmo que não as conheças” (Dauth Emmendörfer).
Sala das Sessões, em 22 de agosto de 2011
JAIME TONELLO
Vereador – DEM

